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Número 8 | Nov 2011 - Abr 2012 | Belo Horizonte/MG



Matérias

Tribunal do Júri

Trabalho em equipe garante júri tranquilo


Francis Rose

Setores e funcionários trabalham nos bastitdores para viabilizar a realização do júri popular
(Foto: Foto: Marcelo Albert)

Enquanto uma sessão do Tribunal do Júri está sendo realizada, muita gente não imagina quantos profissionais estão em atuação para que tudo transcorra da melhor forma possível. O trabalho envolve equipes de áreas variadas e exige harmonia: nenhum detalhe pode ser esquecido. Limpeza, segurança, assistência aos jurados e apoio ao juiz são apenas alguns dos itens que permitem que o júri popular aconteça.

“Quando ocorre o sorteio dos jurados, por exemplo, avisamos suas famílias de que eles vão participar do julgamento e estarão incomunicáveis”, conta a oficial de Justiça Marivette Von Dollinger, do 1º Tribunal do Júri da comarca de Belo Horizonte. Mensalmente, também são os oficiais de Justiça os responsáveis por encaminhar as becas – vestes usadas nos julgamentos – para que sejam lavadas.

No caso da limpeza, João Bosco Sandim, supervisor operacional no Fórum Lafayette, conta que é preciso estar atento em julgamentos mais longos. “Já chegamos a limpar os banheiros, usados pelos jurados e pelas pessoas que atuam na sessão, três ou quatro vezes. Sempre que for necessário e solicitado, temos uma equipe que se desloca para fazer a limpeza”, diz.

A segurança é um ponto importante para garantir a tranquilidade dos julgamentos no Tribunal do Júri. Impedir incidentes e alvoroço, sobretudo se o caso desperta a atenção da mídia e da sociedade, exige um planejamento cuidadoso. “Trabalhamos de acordo com a periculosidade do caso. Em algumas situações, por exemplo, podemos aumentar o número de profissionais em atuação e usar detector de metais”, explica o supervisor de segurança do Fórum Lafayette, Edson de Paula Agenor Júnior.

A equipe de segurança é escalada conforme o perfil do julgamento (Foto: Rodrigo Albet)

A equipe de segurança é escalada conforme o perfil do julgamento (Foto: Rodrigo Albert)

 

Normalmente, quatro seguranças se revezam nas sessões do Tribunal do Júri. Casos de maior repercussão, no entanto, podem mobilizar até dez pessoas. “Atuamos preventivamente. Sabemos que as famílias dos acusados e das vítimas podem estar no plenário, além de desafetos do réu”, diz. Em alguns casos, a segurança retira pessoas da sessão ou aborda quem atende o celular durante o julgamento, conversa alto, dorme ou causa algum tipo de perturbação.

Se a sessão do Tribunal do Júri se estende pela noite, o setor precisa se organizar para garantir, além da segurança no plenário, a escolta para quem deseja entrar ou sair do julgamento. “Se o expediente judiciário já foi encerrado, temos de garantir o trânsito de quem entra e sai, sem permitir que as pessoas acessem outras áreas do fórum”, explica o supervisor.

A equipe de segurança é escalada conforme o perfil do julgamento (Foto: Rodrigo Albet)

Durante a sessão, café e água são servidos de
hora em hora para todos que trabalham no plenário
(Foto: Rodrigo Albert)

Quando as sessões do Tribunal do Júri se prolongam, equipe de transporte e funcionários da copa do Fórum Lafayette devem estar a postos. Após as 22h, quando a sessão termina, o setor de transporte é responsável por levar em casa os jurados que estão sem carro, além da equipe que atuou no julgamento. Também é esse setor que, após as 19h, se a sessão se estende, busca os veículos dos jurados estacionados nas imediações e os leva para a garagem do fórum.

Os funcionários da copa se encarregam de fornecer água e café, durante toda a sessão, para quem atua no julgamento. De hora em hora, são servidos, em média, 20 cafezinhos. Lanche, almoço e jantar, quando necessários, também são organizados e servidos pelo setor, que reserva dois garçons para atuar especificamente no júri. Já as refeições são fornecidas por um restaurante.

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